quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

« A... B Ê N Ç Ã O ! »





«Com as lágrimas do tempo
e a cal do meu dia, eu fiz
o cimento da minha poesia»

Vinicius de Moraes - o Poetinha

Um pouco da história da cultura do Brasil

Samba de roda - obra de Carybé


   ::::::::  ~ Samba da Bênção  ::::::::   
                                                                                                                                                                                                                                                                     

É melhor ser alegre do que triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas para fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não.
...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não.
...  ...  ...  ...  ...  ...  ...   
A vida não é brincadeira amigo
A vida é a arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida,
Como no seu samba.


Eu, por exemplo, o capitão do mato,
Vinicius Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, Saravá!
A bênção, senhora 
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto.
...  ...  ...  ...  ...  ...  ...
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não,
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração.

                                                                  Extrato - Na íntegra, aqui                                                                    




Comentários dos amigos...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

~ EUROPA ~ ARTE ~







Divulgo, a pedido dos administradores do canal Euronews,
 estes destaques em vídeo-clips.




«Agenda cultural - o melhor das artes na Europa» - aprecie.



«O melhor das artes e cultura na Europa e no mundo» - aqui 



O Carnaval de Viareggio - Divirta-se


Um dos maiores de Itália...



Fotos do 'site' Euronews

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

~ À AMIZADE E AO TALENTO...




Especialmente dedicado ao imenso talento de uma poetisa brasileira
que se expressa num estilo muito pessoal, integrando na sua poesia
ensinamentos de auto-ajuda, mister de quem vive para doar conhecimento.
Todos os dados biográficos estão indicados na sua página Web e G+.
~~ * ~~
A poesia é arte, especialmente concebida e trabalhada em emoções e beleza,
pelo que, requer disponibilidade para ser devidamente entendida e apreciada.

Christian Schloe          

~~ «Delirantemente humana» ~~
Sempre apaixonada pelos meus projetos,
Deixo invadir-me por um delírio espiritual,
E assim, vou consumando-os um a um...
Mas, se por acaso, não me sentir bem,
Tranco-os na minha gaveta íntima,
Armazeno-os, na esperança do sol interior...

A vida sem paixão não vale a pena.

Com essa sensação e foco no essencial,
Por estar viva e de viver pelo que faço,
Transformo a energia interna, em ansiedade,
Que transborda no desejo ardente da execução.
Um sentimento feraz que simplifica o fazer,
Impulsiona-me a seguir viva, com olhos de lince.

A engrenagem da paixão move a vida.

Sentimentos, emoções, metamorfoses, ingredientes vitais,
Vindos de você, amigo/a no momento exacto,
Moderados, na intensidade da razão e do bom senso,
Produzem um efeito harmonioso em mim.
Fortalecendo-me voz e coração quando na fragilidade.
Momento enternecedor em nosso cúmplice olhar.

Apaixonante é viver!

A poda a que me submeto no inverno,
Floresce linda com o encanto da Primavera.
Período dourado em minha existência
Cultivando com magia, uma alienante paixão.
Credito sabores, nas estações da minha vida.
Subtraio dissabores, fluindo em bons pensamentos!

O perfume da paixão é envolvente... Contagia!

Na minha estrada, ouço os pássaros, colho as flores 
Agradeço a terra, o mar, o sol, o céu azul e as estrelas
Coleção testemunhal da mãe natureza em minha vida.
Contorno os espinhos, respiro ar puro... É primavera!
Nasci!
Amo e sou amada. Na solidão, me restauro. Estou viva!

     Célia Rangel  

O blogue  -  Aqui

Os poemas  -  Aqui e Aqui

                                                    

«Gestos»

Guardo em mim cada minuto vivido
Completo minha saudade em momentos alegres
A tristeza envelopo-a para um depois
Com palavras e gestos dignifico meu ser
Sinto o gozo da vida - uma vida completa
...   ...   ...  ...  ...
  Célia Rangel - Introdução ao poema                

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

~~ LA REINA



«Jacqueline com flores» . 1954 - 2ª esposa
de PPicasso e sua última grande musa.



                     La Reina
«Yo te he nombrado reina.
Hay más altas que tú, más altas.
Hay más puras que tú, más puras.
Hay más bellas que tú, hay más bellas.

Pero tu eres la reina.

Cuando vas por las calles
Nadie te reconoce.
Nadie ve tu corona de cristal, nadie mira
La alfombra de oro rojo
Que pisas quando pasas,
La alfombra que no existe.

Y cuando asomas
Suenam todos os rios
En mi cuerpo, sacuden
En cielo las campanas,
Y un himno llena el mundo.

Solo tú y eo,
Solo tú y eo, amor mío,
Lo escuchamos.»,
Pablo Neruda - Los Versos del Capitan               
            A minha tradução
Eu nomeei-te rainha.
Há mais altas do que tu, mais altas.
Há mais puras do que tu, mais puras.
Há mais belas do que tu, há mais belas. 

Porém, tu és a rainha.

Quando vais pelas ruas
Ninguém te reconhece
Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém olha
A passadeira de vermelho dourado
Que pisas quando andas,
A passadeira que não existe. 

E quando me apareces,
Ressoam todos os rios
No meu corpo, sinos
Estremecem no céu,
E um hino enche o mundo.

Só tu e eu,
Só tu e eu, meu amor,
Ouvimos.
  
PPicasso - «Jacqueline
 com mãos cruzadas»

«Para  mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastam mis alas.»
PNeruda

Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade bastam as minhas asas.

Pablo Picasso - 1881 / 1973
Pablo Neruda - 1904 / 1973
Fontes das fotos -- A -- B

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

FELIZ DIA DOS ENAMORADOS








~*~*~*~ La  Vie en Rose ~*~*~*~

 





Queridos amigos, um dia muito feliz...


~~~ Alegres abraços cordiais ~~~


A tradução - X
O Poema da Edih Piaf - Y
Fontes das imagens - A - B - C - D - E - F

domingo, 12 de fevereiro de 2017

~~ IL VOLO ~~



Tradução aqui. ,

Os meninos cresceram...
Em 2015 venceram o Festival de Sanrremo


Depois de seis anos de atividade artística muito reduzida, em que,
mesmo assim, gravaram cinco discos. Foi em 2015, com 21, 22 e 23 anos,
que o trio concorreu ao Festival de Sanrremo e venceu com a canção
«Grande Amore»


Nesse mesmo ano participaram no Concurso da Eurovisão
em que obtiveram um honroso 3º lugar, depois da Suécia e Rússia,
mas ficaram muito satisfeitos, porque ganharam os votos telefónicos
que consideraram mais importante do que qualquer troféu,
 pois representava os sentimentos do povo europeu.
Foi a prineira vez que a canção vencedora não ganhou em votos telefónicos.
Uma excelente interpretação, porém, um entusiasmo juvenil, 
pois o seu perfil artístico é muito superior ao nível exigido neste concurso.



                                    Abraços

Fontes das fotos - A - B - C - D - E - F

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

«FAZ-SE LUZ»...


Concertos para cravo.


Ainda que Vermeer não tenha sido identificado com nenhum estilo coevo,
é uma ousadia minha harmonizar a sua obra com um poema surrealista,
porém, acho que combina melhor com esta pintura do que com a do autor.

~~ A janela mágica de Johannes Vermeer ~~ 

e o poema «Faz-se Luz» de Mário Cesariny.

1657/1659 - «Joven lendo uma carta junto de uma janela» - Museu de Dresden

1655/1660 - Oficial e rapariga sorrindo - Museu em NY

1669/1671 - A rendeira - Museu do Louvre Paris

1658/1661 - Jovem interrompida na sua música - Museu em NY

1662/1665 - Senhora de azul lendo uma carta - Rijksmus Amesterdão

1662/1665 - Senhora segurando uma balança - N G Washington

1662/1665 - Jovem com um jarro - Metropolian Museum N Y

1662/1664 - Dama com um alaúde - Metropolian Museum NY

«Faz-se luz pelo processo
 de eliminação das sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

1665/1666  - Senhora escrevendo - N G Washington

1665/1667 - Menina com brinco de pérola - Museu Nacional de Haia

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca.»
1670/1671 - Senhora escrevendo uma carta com a empregada - N G Dublin

1670/1672 - Dama tocando virginal (cravo) em  pé - N G Londres

1670 - Jovem sentada a um virginal (cravo) - coleção privada NY

1665/1666 - O Concerto - coleção privada

1662/1668 - A Arte da Pintura - Museu em Viena

O atelier de Vermeer, com a famosa janela que iluminou muitas das belíssimas obras,

hoje preciosas. O tapete na parede de fundo que o pintor reproduzia pacientemente.



Destaques biográficos

Não se sabe ao certo a data da finalização das obras, pelo que, são indicadas datas aproximadas.

O pintor, perfecionista, perdia-se em pormenores que tornavan as suas obras morosas.,
vivia do negócio de arte herdado da familia, porém com onze filhos, vivia com dificuldades..

  • Apenas pintou dois exteriores, executava as telas no primeiro andar de sua casa, sempre iluminadas pela esquerda.

     

    Utilizou sempre pigmentos naturais muito dispendiosos, facto que ajudou a reunir as suas obras dispersas,

    após a sua morte, muitas com assinaturas falsas.

    Durante a Guerra Franco-Holandesa, o mercado de arte caiu drasticamente. A esposa de Vermeer relatou que ele
    faleceu em poucos dias, devido a problemas cardíacos motivados por não ter meios para sustentar a família.

    O seu quadro, «Menina com brinco de pérola», é um dos mais caros do mundo.

  • Inagens da Wikipedia